Mais uma noite da qual não faço a menor ideia do que é dormir, fico acordado procurando musicas que dizem o que sinto dentro de mim, procuro palavras para descrever tudo isso que se passa em meus pensamentos, tudo em vão, as musicas nunca são boas o suficiente, as palavras se embaralham umas nas outras e nada sai bom o suficiente. Mas o que será que me acontece para eu ficar assim? Qual o motivo de toda essa falta de sono, de todo esse barulho dentro da minha mente? Só de deitar a cabeça no travesseiro já me recordo o motivo de tudo isso: Ela...
Ela que apareceu uma vez no pátio da escola e me encantou logo de cara com aquele olhar que se destacava no meio de tantos outros pois tinha um brilho diferente, alias tinha não ainda tem, mas nunca tive coragem de ir falar com ela. Acho que ela nunca soube disso, mas já estava encantado com ela a muito tempo. Como o tempo foi passando acabei conhecendo amigos que de alguma forma me apresentaram a ela, me lembro ate hoje do seu lindo sorriso quando a vi cara a cara, nunca consegui me esquecer, mas aquilo passou e nunca consegui puxar conversar com ela, com o tempo me formei e me mudei, pra mim eu nunca mais iria encontrar com ela, então me concentrei em viver a minha vida. Encontrei alguém, mas não era a pessoa certa, então não deu certo, acabei voltando, mas de alguma forma me esqueci dela. Não sei como pude esquecer daquele lindo sorriso, aqueles cabelos enrolados onde eu poderia me perder horas e horas brincando e acariciando, seus olhos lindos e brilhantes que dizem mais do que suas palavras, seus lábios que parecem dançar a cada palavras que diz, e sua voz macia e suave que arrepia qualquer um.
Um belo dia andando na rua vejo ela de longe, não acredito ser ela, mas quando chego mais perto vejo que é realmente ela, tento cumprimentar de longe mas ela não me vê, infelizmente não pude ir atrás pra fazer ela me notar. Mais a noite corri pra casa e num súbito surto de coragem adicionei ela e por alguma sorte ela aceitou, tentei puxar conversa, comecei meio sem jeito, mas com o passar do tempo fui ficando mais tranquilo, entrava dia e saia dia e nós nos falávamos, de alguma forma seu jeitinho de ficar brava as vezes de brincadeira as vezes de verdade foi me encantando, seu jeito de me fazer rir por horas e horas sempre me fez bem, e não importava o quão mal eu estava sempre que falava com ela é como se uma felicidade incontrolável tomasse conta de mim, ate seu jeitinho de me tirar do serio é único, apesar de ficar chateado e bravo as vezes com ela, ela sempre consegue de alguma forma com que eu vá falar com ela.
Ultimamente tenho sentido que quero algo serio com ela, já ate falei pra ela, mas ela só diz que me quer como amigo, o que é um tanto quanto caótico pra mim. Passo noites e mais noites imaginando como seria legal se tivéssemos algo, as coisas que poderíamos fazer, tudo o que poderíamos passar junto, a vida inteira que poderíamos fazer um ao outro feliz. Infelizmente não sei mais o que fazer pra tentar conquistar ela, queria só uma chance pra tentar mostrar pra ela que eu posso conquistar ela, que posso faze-la feliz, que posso fazer ela ver um outro lado da vida, um outro lado de tudo. Só queria uma chance ...
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014
domingo, 18 de agosto de 2013
O Beijo
La estava ele na frente dela de mãos dadas, um do lado do outros, realmente muito próximos, mais do que de costume. Eles fixaram o olhar por alguns segundos e involuntariamente foram se aproximando mais e mais, porem um medo o consumiu e ele abaixou a cabeça, cortando o contato visual e assim todo o "clima" que havia se criado. Mas por que fizera isso se era tudo o que ele mais queria? Porque abandonar tudo o que mais queria tão próximo de conseguir, só mais alguns segundos e teria o que tanto ansiava, algo que ambos sabiam que mudaria muita coisa. Talvez fosse esse o seu medo, de que tudo mudasse, ele queria que as coisas continuassem como eram, apesar de não saber como iria ser dali pra frente, tinha muito medo de decepcioná-la e com isso tudo o que sentia fosse submetido novamente a uma angustia totalmente dolorosa. Continuou com a cabeça baixa, mesmo ela aguardando ansiosamente para que ele a erguesse e visse que ela não estava brava, um tanto quanto decepcionada porem entendia o quanto aquilo podia mudar pra ela também, então era compreensível todo aquele nervosismo. Ele por fim levantou a cabeça e a viu sorrindo compreensivelmente para ele, mas não um sorriso qualquer, um sorriso dos que só ela sabia dar, com os olhos, um dos poucos sorrisos que fascinavam qualquer um que conseguisse notá-los. Seus olhos se encheram d'água e ele mal consegui falar, novamente abaixou a cabeça, ainda de mãos dadas ela apertou sua mão, então ele se levantou e olhou pra ela. Ficaram se encarando por alguns segundos num olhar fixo, que visto de longe parecia que estavam brincando de ver quem ficava mais tempo sem piscar, mas na verdade estavam tendo uma longa conversa, uma conversa com olhares, tão simples e tão singela, porem única e verdadeira, sem que seja preciso mencionar palavras, os olhos dizem tudo. Então num súbito impulso movido pelo medo, porem não o medo de que tudo fosse mudar e sim um medo de perdê-la, o qual é muito maior que qualquer outro medo que ele já experimentara, se lançou em sua direção dando-lhe um beijo profundo e duradouro, do qual ela nunca pudesse mais se esquecer, o qual ele pudesse fazê-la sentir tudo o que ele nunca conseguiu mostrar, tudo o que sentia. Ela mesmo surpresa com a atitude da qual não esperava mais, se entregou ao beijo. Os dois se entreolharam e deram uma risada juntos, a qual era de costume, e perceberam ali que nada iria mudar, só lhes iria acrescentar. Ela se deitou no ombro dele e eles ficaram ali abraçados por algum tempo.
terça-feira, 14 de maio de 2013
"Nem uma chance?"
Fui embora para minha casa, no caminho fiquei pensando em tudo o que havíamos dito e em todos os olhares e em tudo mais que havia acontecido. Eu tinha certeza que era só uma questão de tempo ate que pudéssemos ficar juntos. Porem não tinha ideia do que se passava em sua mente, não tinha a menor noção de tudo o que estava por vir.
Ao chegar em casa fui direto para a cama, mandei uma mensagem para ela de boa noite a qual ela respondeu logo em seguida, então fui dormir.
Acordei no dia seguinte e na parte da tarde resolvi subir na sua casa novamente, cheguei la e ela me recebeu com mais um de seus abraços únicos, me sentia tão confortável envolvido em seus braços, sabia que tinha que soltá-la porem era a ultima coisa que eu queria fazer.
Entramos dentro de sua casa, eu trazia comigo um filme para vermos, chamamos alguns amigos e fizemos uma bagunça, rimos e nos divertimos, pouco depois do filme começar todos se dispersaram e foram mexer em seus notebooks na copa, acabamos ficando somente eu e ela na sala vendo filme, novamente deitados, abraçados juntinhos, ela segurando minha mão e eu com a outra fazendo um gostoso cafune em sua cabeça, o filme era de terror e a cada susto que ela tomava mais apertava minha mão e me apertava contra si. Cada momento do filme foi único. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para ela, pois estava sem coragem de dizer que estava gostando dela, ela me respondeu pelo celular mesmo e me disse para conversarmos depois. Continuamos assistindo o filme, que infelizmente teve um final, e com isso nos dois ali abraçados no colchão também.
Fomos ate a mesa com o restante do pessoal que estava jogando nos computadores, ela logo se juntou e começou a jogar Mario, eu acabei ficando de pé atrás dela com as mãos em seus ombros, como se estivesse falando "estou aqui sempre para você" e ela algumas vezes deitava sua cabeça sobre uma de minhas mão, como se respondesse "eu sei" ou algo do tipo. Depois de algum tempo estava com as pernas cansadas e fui me sentar no sofá, ela se virou até mim e disse para eu ir ate ela, como se ela precisasse de mim la, como se minhas mãos em seus ombros fossem algum tipo de conforto e ajuda, me levantei e fui, fiquei la ate ela se cansar de jogar, as vezes jogando um pouco também, me debruçando sobre ela.
Começou a ficar muito tarde então acabei indo embora, ela me acompanhara ate o portão, e me deu um de seus abraços apertados que eram únicos, com esse abraço acabei indo embora.
No dia seguinte fui novamente a sua casa, acabei passando o dia todo la, estava novamente uma galera la, e todo nos brincamos e demos muita risada, porem ela não estava a mesma comigo. Sabia que algo estava errado, mas não queria perguntar perto das outras pessoas, então perto da hora de eu ir embora acabei mandando mensagem, ela negou que algo estava errado, mas percebi que realmente tinha algo errado. Perguntei novamente, ela tornou a negar, então deixei quieto temporariamente. Nesse tempo acabei indo embora, juntamente com todo o pessoal que se encontrava em sua casa. Chegando em casa mandei novamente uma mensagem, ela novamente negou tudo, porem disse que não era nada comigo, pronto já tinha sacado tudo, era algo envolvendo o ex dela. Perguntei se tinha algo haver com ele, ela disse que não queria falar sobre o assunto, então fiz algumas perguntas ate ela me contar, nisso ela acabou puxando o assunto sobre o que eu havia dito para ela no colchão. Ela então enviou uma mensagem dizendo tudo o que eu não queria ler naquele dia, "Acho que é melhor agente parar com isso, não ta dando certo, eu to te iludindo", pronto meu mundo veio abaixo, tudo o que eu achei que era não era mais, comecei a ficar um tanto quanto desesperado e afobado, pois não sabia mais o que pensar e como dizer sem assustá-la que tudo o que eu mais queria era ser feliz com ela e acima de tudo fazê-la feliz. Falei tudo o que minha mente defasada momentaneamente conseguia, da melhor forma possível, sem nem conseguir prever um possível resposta. Conversamos por pouco tempo pois ela foi dormir, porem o mesmo não aconteceu comigo, passei a noite acordado, sem conseguir dormir, lendo e relendo as mensagens que ela havia me enviado.
Passado alguns dias eu já estava um pouco mais calmo, fui ate sua casa, e para minha sorte ela estava sozinha, então pedi para conversar com ela, para minha surpresa ela me disse para entrar. Ao entrar sentei no sofá e ela do outro lado, como se fossemos completamente estranhos um para o outro.
- Então... - disse ela como se estivesse irritada ou com pressa.
- Eu vim aqui por que queria conversar direito com você, eu gosto de você de verdade, não quero ficar longe de você, poxa esses dias foram tão bons não foram? Eu só quero te fazer feliz.
- Eu já sou feliz assim do jeito que estou, eu to bem assim, como disse, preferi falar logo do que continuar te iludindo e fazendo você achar que tinha alguma coisa onde não tinha.
- Você não me respondeu.
- Sim eu gostei, mas não quero te dar falsas esperanças, por isso prefiro acabar com essa palhaçada agora.
- Tudo bem, eu ate entendo, mas o que eu vi, senti, e ouvi de você esses dias não foi ilusão, em momento algum você me iludiu ou me fez fazer algo do qual eu não quisesse.
- Eu sei, mais eu não quero, to bem assim sozinha, eu to feliz.
- Tem certeza? Não vai voltar atrás?
- Tenho.
Me levantei e fui em direção a porta, virando apenas para me despedir e dizer minhas ultimas palavras.
Ao chegar em casa fui direto para a cama, mandei uma mensagem para ela de boa noite a qual ela respondeu logo em seguida, então fui dormir.
Acordei no dia seguinte e na parte da tarde resolvi subir na sua casa novamente, cheguei la e ela me recebeu com mais um de seus abraços únicos, me sentia tão confortável envolvido em seus braços, sabia que tinha que soltá-la porem era a ultima coisa que eu queria fazer.
Entramos dentro de sua casa, eu trazia comigo um filme para vermos, chamamos alguns amigos e fizemos uma bagunça, rimos e nos divertimos, pouco depois do filme começar todos se dispersaram e foram mexer em seus notebooks na copa, acabamos ficando somente eu e ela na sala vendo filme, novamente deitados, abraçados juntinhos, ela segurando minha mão e eu com a outra fazendo um gostoso cafune em sua cabeça, o filme era de terror e a cada susto que ela tomava mais apertava minha mão e me apertava contra si. Cada momento do filme foi único. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para ela, pois estava sem coragem de dizer que estava gostando dela, ela me respondeu pelo celular mesmo e me disse para conversarmos depois. Continuamos assistindo o filme, que infelizmente teve um final, e com isso nos dois ali abraçados no colchão também.
Fomos ate a mesa com o restante do pessoal que estava jogando nos computadores, ela logo se juntou e começou a jogar Mario, eu acabei ficando de pé atrás dela com as mãos em seus ombros, como se estivesse falando "estou aqui sempre para você" e ela algumas vezes deitava sua cabeça sobre uma de minhas mão, como se respondesse "eu sei" ou algo do tipo. Depois de algum tempo estava com as pernas cansadas e fui me sentar no sofá, ela se virou até mim e disse para eu ir ate ela, como se ela precisasse de mim la, como se minhas mãos em seus ombros fossem algum tipo de conforto e ajuda, me levantei e fui, fiquei la ate ela se cansar de jogar, as vezes jogando um pouco também, me debruçando sobre ela.
Começou a ficar muito tarde então acabei indo embora, ela me acompanhara ate o portão, e me deu um de seus abraços apertados que eram únicos, com esse abraço acabei indo embora.
No dia seguinte fui novamente a sua casa, acabei passando o dia todo la, estava novamente uma galera la, e todo nos brincamos e demos muita risada, porem ela não estava a mesma comigo. Sabia que algo estava errado, mas não queria perguntar perto das outras pessoas, então perto da hora de eu ir embora acabei mandando mensagem, ela negou que algo estava errado, mas percebi que realmente tinha algo errado. Perguntei novamente, ela tornou a negar, então deixei quieto temporariamente. Nesse tempo acabei indo embora, juntamente com todo o pessoal que se encontrava em sua casa. Chegando em casa mandei novamente uma mensagem, ela novamente negou tudo, porem disse que não era nada comigo, pronto já tinha sacado tudo, era algo envolvendo o ex dela. Perguntei se tinha algo haver com ele, ela disse que não queria falar sobre o assunto, então fiz algumas perguntas ate ela me contar, nisso ela acabou puxando o assunto sobre o que eu havia dito para ela no colchão. Ela então enviou uma mensagem dizendo tudo o que eu não queria ler naquele dia, "Acho que é melhor agente parar com isso, não ta dando certo, eu to te iludindo", pronto meu mundo veio abaixo, tudo o que eu achei que era não era mais, comecei a ficar um tanto quanto desesperado e afobado, pois não sabia mais o que pensar e como dizer sem assustá-la que tudo o que eu mais queria era ser feliz com ela e acima de tudo fazê-la feliz. Falei tudo o que minha mente defasada momentaneamente conseguia, da melhor forma possível, sem nem conseguir prever um possível resposta. Conversamos por pouco tempo pois ela foi dormir, porem o mesmo não aconteceu comigo, passei a noite acordado, sem conseguir dormir, lendo e relendo as mensagens que ela havia me enviado.
Passado alguns dias eu já estava um pouco mais calmo, fui ate sua casa, e para minha sorte ela estava sozinha, então pedi para conversar com ela, para minha surpresa ela me disse para entrar. Ao entrar sentei no sofá e ela do outro lado, como se fossemos completamente estranhos um para o outro.
- Então... - disse ela como se estivesse irritada ou com pressa.
- Eu vim aqui por que queria conversar direito com você, eu gosto de você de verdade, não quero ficar longe de você, poxa esses dias foram tão bons não foram? Eu só quero te fazer feliz.
- Eu já sou feliz assim do jeito que estou, eu to bem assim, como disse, preferi falar logo do que continuar te iludindo e fazendo você achar que tinha alguma coisa onde não tinha.
- Você não me respondeu.
- Sim eu gostei, mas não quero te dar falsas esperanças, por isso prefiro acabar com essa palhaçada agora.
- Tudo bem, eu ate entendo, mas o que eu vi, senti, e ouvi de você esses dias não foi ilusão, em momento algum você me iludiu ou me fez fazer algo do qual eu não quisesse.
- Eu sei, mais eu não quero, to bem assim sozinha, eu to feliz.
- Tem certeza? Não vai voltar atrás?
- Tenho.
Me levantei e fui em direção a porta, virando apenas para me despedir e dizer minhas ultimas palavras.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
"Confia em mim?"
- Não vai mesmo me dar nem uma chance? Não vai me dar a oportunidade de te fazer feliz ao meu lado, sei que seu ultimo relacionamento não terminou legal, mais me deixa tentar por favor?
- Melhor não serio, quero ficar sozinha por um tempo, não é você, eu que não quero ninguém no momento.
- É isso mesmo que você quer? Não vai nem reconsiderar?
- Sim Pablo é isso mesmo que eu quero, podemos ser só amigos.
- Não sei se consigo ser apenas seu amigo, pra você é fácil, você não gosta de mim.
- Eu gosto, só que como amiga, não quero que nada interfira em nossa amizade.
- Tudo bem então, já vou indo. Até qualquer dia Fabiana. - ao disser isso Pablo foi se direcionando ao portão, com a esperança de que ela reconsiderasse, porem sabia que ela não o faria.
- Até mais. - Ela disse e fechou o portão e entrou para dentro de sua casa.
Pablo era um rapaz de 19 anos, rapaz comum que gostava de sair com seus amigos, era bastante brincalhão e se apaixonou por Fabiana que tinha 15 anos.
Ao voltar para sua casa ele se recordara de todos os dias em que tinham passado juntos, principalmente da conversa que tiveram deitados no sofá, conversando e se entreolhando.
- Que foi? - Indagou Fabiana pois Pablo a estava olhando fixamente.
- Nada, estava apenas admirando como você é linda. - No mesmo momento Fabiana ficou um pouco vermelha e abaixou a cabeça. - Que foi? Eu disse algo errado?
- Não.
- Então o que foi?
- Nada não. - Ela continuava com a cabeça baixa e começara a apertar a almofada.
- Me conta por favor.
- Não é nada já disse.
- Você confia em mim? - Nesse momento ela levantou e olhou bem fundo em seus olhos.
- Confio.
- Então me conta. Você sabe que só quero o seu bem.
- Eu sei, tudo bem eu conto. É que eu só estou um pouco confusa, tem muita coisa acontecendo, sei lá. - Fabiana voltou a apertar bem forte a almofada.
Tirei a almofada de sua mão e entrelacei nossos dedos.
- Quando tiver com medo e quiser apertar a almofada aperta minha mão. - Mal terminei de falar ela já estava apertando minha mão bem forte, de maneira que eu percebi que ela estava assustada com todo o ocorrido.
- Calma eu estou aqui, vai ficar tudo bem, temos muito tempo.
- ...é.
- Posso te dar um beijo? - Sabia que ela recusaria, porem sabia também que se eu fizesse direito poderia ganhar de vez a sua confiança e talvez ate o beijo que eu tanto esperava.
Ela ficou em silencio e voltou a apertar minha mão.
- Você confia em mim?
- Confio.
- Então me deixa te dar um beijo?
- ... hum.
- Você confia em mim não confia? Eu sei que ta com medo, eu sinto você apertando minha mão, imagino tudo o que deve estar passando pela sua cabeça, mais confia de verdade em mim. Posso te dar um beijo?
- Não sei.
Nesse momento entrou gente na sala e nos afastamos por um momento, ela se levantou e foi ate a cozinha beber água.
- Quer água?
- Quero. - me levantei e fui ate ela, a envolvendo pela cintura com meus braços e colocando meu queixo em seu ombro, vendo seu lindo sorriso lateral pra mim. Tomei meu copo de água e voltei a me deitar no colchão e fiquei a esperá-la.
Demorou um pouco mais ela voltou e se deitou a meu lado, demos as mãos igual estávamos antes, porem agora ela não apertava mais minha mão então perguntei novamente.
- Você confia em mim?
- Sim.
- Posso te dar um beijo?
Ela assentiu com a cabeça, logo depois fechando os olhos. Cheguei bem perto e pensei realmente em dar-lhe um beijo na boca, saber qual o sabor dos teus tão belos lábios e realizar o sonho de poder lhe dar um beijo, porem não o fiz. Cheguei bem perto mas acabei dando-lhe um beijo na testa, em sinal de proteção e respeito.
Então ela abriu os olhos novamente e me olhou bem no fundo dos olhos.
- Você sabe o significado de um beijo na testa?
- Não.
- Significa proteção, te dei um pra que você saiba que vou sempre te proteger e estar ao seu lado.
- Ta bom.
Acabamos ficando mais algum tempo conversando e na maioria do tempo calados nos olhando, como se aquela fosse a única coisa que soubéssemos fazer. Acabei indo em bora e não ganhei o meu beijo, porem ganhei um dos abraços mais apertados e aconchegantes do qual já experimentei na minha vida.
- Melhor não serio, quero ficar sozinha por um tempo, não é você, eu que não quero ninguém no momento.
- É isso mesmo que você quer? Não vai nem reconsiderar?
- Sim Pablo é isso mesmo que eu quero, podemos ser só amigos.
- Não sei se consigo ser apenas seu amigo, pra você é fácil, você não gosta de mim.
- Eu gosto, só que como amiga, não quero que nada interfira em nossa amizade.
- Tudo bem então, já vou indo. Até qualquer dia Fabiana. - ao disser isso Pablo foi se direcionando ao portão, com a esperança de que ela reconsiderasse, porem sabia que ela não o faria.
- Até mais. - Ela disse e fechou o portão e entrou para dentro de sua casa.
Pablo era um rapaz de 19 anos, rapaz comum que gostava de sair com seus amigos, era bastante brincalhão e se apaixonou por Fabiana que tinha 15 anos.
Ao voltar para sua casa ele se recordara de todos os dias em que tinham passado juntos, principalmente da conversa que tiveram deitados no sofá, conversando e se entreolhando.
- Que foi? - Indagou Fabiana pois Pablo a estava olhando fixamente.
- Nada, estava apenas admirando como você é linda. - No mesmo momento Fabiana ficou um pouco vermelha e abaixou a cabeça. - Que foi? Eu disse algo errado?
- Não.
- Então o que foi?
- Nada não. - Ela continuava com a cabeça baixa e começara a apertar a almofada.
- Me conta por favor.
- Não é nada já disse.
- Você confia em mim? - Nesse momento ela levantou e olhou bem fundo em seus olhos.
- Confio.
- Então me conta. Você sabe que só quero o seu bem.
- Eu sei, tudo bem eu conto. É que eu só estou um pouco confusa, tem muita coisa acontecendo, sei lá. - Fabiana voltou a apertar bem forte a almofada.
Tirei a almofada de sua mão e entrelacei nossos dedos.
- Quando tiver com medo e quiser apertar a almofada aperta minha mão. - Mal terminei de falar ela já estava apertando minha mão bem forte, de maneira que eu percebi que ela estava assustada com todo o ocorrido.
- Calma eu estou aqui, vai ficar tudo bem, temos muito tempo.
- ...é.
- Posso te dar um beijo? - Sabia que ela recusaria, porem sabia também que se eu fizesse direito poderia ganhar de vez a sua confiança e talvez ate o beijo que eu tanto esperava.
Ela ficou em silencio e voltou a apertar minha mão.
- Você confia em mim?
- Confio.
- Então me deixa te dar um beijo?
- ... hum.
- Você confia em mim não confia? Eu sei que ta com medo, eu sinto você apertando minha mão, imagino tudo o que deve estar passando pela sua cabeça, mais confia de verdade em mim. Posso te dar um beijo?
- Não sei.
Nesse momento entrou gente na sala e nos afastamos por um momento, ela se levantou e foi ate a cozinha beber água.
- Quer água?
- Quero. - me levantei e fui ate ela, a envolvendo pela cintura com meus braços e colocando meu queixo em seu ombro, vendo seu lindo sorriso lateral pra mim. Tomei meu copo de água e voltei a me deitar no colchão e fiquei a esperá-la.
Demorou um pouco mais ela voltou e se deitou a meu lado, demos as mãos igual estávamos antes, porem agora ela não apertava mais minha mão então perguntei novamente.
- Você confia em mim?
- Sim.
- Posso te dar um beijo?
Ela assentiu com a cabeça, logo depois fechando os olhos. Cheguei bem perto e pensei realmente em dar-lhe um beijo na boca, saber qual o sabor dos teus tão belos lábios e realizar o sonho de poder lhe dar um beijo, porem não o fiz. Cheguei bem perto mas acabei dando-lhe um beijo na testa, em sinal de proteção e respeito.
Então ela abriu os olhos novamente e me olhou bem no fundo dos olhos.
- Você sabe o significado de um beijo na testa?
- Não.
- Significa proteção, te dei um pra que você saiba que vou sempre te proteger e estar ao seu lado.
- Ta bom.
Acabamos ficando mais algum tempo conversando e na maioria do tempo calados nos olhando, como se aquela fosse a única coisa que soubéssemos fazer. Acabei indo em bora e não ganhei o meu beijo, porem ganhei um dos abraços mais apertados e aconchegantes do qual já experimentei na minha vida.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
3ª Guerra Mundial
Era o dia 05 de março de 2020, meu 27º aniversario, mas eu não tinha muito
pelo que comemorar, já que de tudo o que restou fui um dos poucos sobreviventes
sem danos posteriores, já faz mais de 2 anos dês de que a 3ª Guerra Mundial
aconteceu, e quem perdeu dessa vez foi o planeta, e também toda a humanidade.
2 anos no passado...
Eram dias normais, a televisão anunciava a criação de novas tecnologias a todo o momento, o mundo sofria com o aquecimento global constantemente, porem muitos cientistas descobriram muitas formas de diminuir seus efeitos em seres humanos, muitos cientistas estavam descobrindo maneiras de colocar o corpo humano em congelamento temporário, o tempo suficiente para poder se viajar ate marte e explorar os diversos mundos afora. Os computadores não eram mais de mesa, a partir do ano passado já eram aparelhos que você colocava em sua cabeça e mexia com o pensamento, pequenos porem poderosos, e também de fácil acesso a todo o mundo, ter tablet, notebook, celular, etc... Era extremamente ultrapassado, apesar de ser uma tecnologia de pouco tempo atrás, todos aderiram muito bem à nova tecnologia. Mas o que ninguém sabia e não tinha a menor idéia era do que estava por vir.
Lembro-me exatamente o dia, 7 de outubro de 2018, eu estava indo para a rodoviária pegar o ônibus pra voltar à casa da minha mãe, quando vi pelo "HCIM" (ou "CIHM", Computador de Interação Humano Maquina, porem era popularmente chamado de "CIM") que em varias partes do mundo as pessoas estavam se queixando de mau funcionamento de seus "CIM" e estavam processando a empresa que os fabricava, 5 dias depois a empresa vendeu todas as suas ações para a 2 empresa dominante no mundo e sua concorrente, ficando assim a única empresa no mundo que a fortuna total era avaliada em 2 trilhões de Unimosy (Unimosy é a nova moeda adotada universalmente por todos os lugares, uma forma de acabar com o cambio e poder calcular a fortuna mundial total), que era exatamente 2/3 do dinheiro que o mundo todo possuía. Basicamente isso foi o que bastou para o começo do fim do mundo. Exatamente no dia 31 de outubro, um grupo de "hackers" invadiu o servidor central de todas as inteligências mundiais a fim de mostrar como o governo estava vulnerável, essas pessoas foram achadas, e foram mortas pelos respectivos governos, mas o que foi divulgado a imprensa é que elas sumiram misteriosamente, porem no dia 6 de novembro o mesmo grupo hacker espalhou a noticia dos assassinatos e de uma conspiração mundial que estavam controlando as mentes humanas como se fossem bonecos. Ninguém deu muita bola para eles, se todos soubessem que eles estavam certos.
Dia 10 de novembro de 2018, todo são avisados de um possível vírus que infectou o servidor central do "CIM" e está fazendo com que diversas pessoas do mundo todo sejam controladas pelos seus computadores. A principio todos ficaram apreensivos, porem não deram atenção, começava então a 3ª Guerra Mundial e também seria conhecida como a 1ª Guerra Virtual. Durou exatamente 1 mês, exatamente no dia 10 de dezembro de 2018 o mesmo grupo que invadiu a inteligência e vinha por meio da mídia clandestina avisar a todo foi derrotado, com isso condenando toda a população. Poucas horas depois de ter um apagão tecnológico global as pessoas ficaram sabendo de seu triste fim, mísseis nucleares foram lançados de diversas partes do mundo, em direções variadas, com a intenção de "purificar" o mundo. O servidor central dos "CIM" foi infectado com um vírus muito poderoso, que tinha uma falha em sua programação, e assim ele controlava as pessoas mais poderosas do mundo, pois não tinha um ser humano que não usava um "CIM", alias havia um, EU, pois o meu exatamente 1 mês e meio antes havia quebrado e eu mandei para o reparo, ele foi enviado ao meu endereço, porem eu estava na casa da minha mão então fiquei sem, sabia das noticias por ela e meus irmãos.
Assim todo o ataque nuclear foi lançado, de alguma forma eu e minha família sobrevivemos, porem não por muito tempo, os efeitos da radiação não deixou que eles sobrevivessem por um grande tempo, e assim eu comecei a vagar por vários lugares em busca de possíveis sobreviventes, sem saber ao certo o tempo de vida que ainda me restava devido à radiação.
Era o meu 27º aniversario, e eu não tinha por que comemorar.
2 anos no passado...
Eram dias normais, a televisão anunciava a criação de novas tecnologias a todo o momento, o mundo sofria com o aquecimento global constantemente, porem muitos cientistas descobriram muitas formas de diminuir seus efeitos em seres humanos, muitos cientistas estavam descobrindo maneiras de colocar o corpo humano em congelamento temporário, o tempo suficiente para poder se viajar ate marte e explorar os diversos mundos afora. Os computadores não eram mais de mesa, a partir do ano passado já eram aparelhos que você colocava em sua cabeça e mexia com o pensamento, pequenos porem poderosos, e também de fácil acesso a todo o mundo, ter tablet, notebook, celular, etc... Era extremamente ultrapassado, apesar de ser uma tecnologia de pouco tempo atrás, todos aderiram muito bem à nova tecnologia. Mas o que ninguém sabia e não tinha a menor idéia era do que estava por vir.
Lembro-me exatamente o dia, 7 de outubro de 2018, eu estava indo para a rodoviária pegar o ônibus pra voltar à casa da minha mãe, quando vi pelo "HCIM" (ou "CIHM", Computador de Interação Humano Maquina, porem era popularmente chamado de "CIM") que em varias partes do mundo as pessoas estavam se queixando de mau funcionamento de seus "CIM" e estavam processando a empresa que os fabricava, 5 dias depois a empresa vendeu todas as suas ações para a 2 empresa dominante no mundo e sua concorrente, ficando assim a única empresa no mundo que a fortuna total era avaliada em 2 trilhões de Unimosy (Unimosy é a nova moeda adotada universalmente por todos os lugares, uma forma de acabar com o cambio e poder calcular a fortuna mundial total), que era exatamente 2/3 do dinheiro que o mundo todo possuía. Basicamente isso foi o que bastou para o começo do fim do mundo. Exatamente no dia 31 de outubro, um grupo de "hackers" invadiu o servidor central de todas as inteligências mundiais a fim de mostrar como o governo estava vulnerável, essas pessoas foram achadas, e foram mortas pelos respectivos governos, mas o que foi divulgado a imprensa é que elas sumiram misteriosamente, porem no dia 6 de novembro o mesmo grupo hacker espalhou a noticia dos assassinatos e de uma conspiração mundial que estavam controlando as mentes humanas como se fossem bonecos. Ninguém deu muita bola para eles, se todos soubessem que eles estavam certos.
Dia 10 de novembro de 2018, todo são avisados de um possível vírus que infectou o servidor central do "CIM" e está fazendo com que diversas pessoas do mundo todo sejam controladas pelos seus computadores. A principio todos ficaram apreensivos, porem não deram atenção, começava então a 3ª Guerra Mundial e também seria conhecida como a 1ª Guerra Virtual. Durou exatamente 1 mês, exatamente no dia 10 de dezembro de 2018 o mesmo grupo que invadiu a inteligência e vinha por meio da mídia clandestina avisar a todo foi derrotado, com isso condenando toda a população. Poucas horas depois de ter um apagão tecnológico global as pessoas ficaram sabendo de seu triste fim, mísseis nucleares foram lançados de diversas partes do mundo, em direções variadas, com a intenção de "purificar" o mundo. O servidor central dos "CIM" foi infectado com um vírus muito poderoso, que tinha uma falha em sua programação, e assim ele controlava as pessoas mais poderosas do mundo, pois não tinha um ser humano que não usava um "CIM", alias havia um, EU, pois o meu exatamente 1 mês e meio antes havia quebrado e eu mandei para o reparo, ele foi enviado ao meu endereço, porem eu estava na casa da minha mão então fiquei sem, sabia das noticias por ela e meus irmãos.
Assim todo o ataque nuclear foi lançado, de alguma forma eu e minha família sobrevivemos, porem não por muito tempo, os efeitos da radiação não deixou que eles sobrevivessem por um grande tempo, e assim eu comecei a vagar por vários lugares em busca de possíveis sobreviventes, sem saber ao certo o tempo de vida que ainda me restava devido à radiação.
Era o meu 27º aniversario, e eu não tinha por que comemorar.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
A menina e o Cachorrinho
Era uma noite fria, uma linda menina estava sozinha em casa, pois sua
mãe tinha ido trabalhar, sua unica companhia era seu amado e pequeno cachorrinho.
Vendo que começara a chover correu para fechar todas as janelas e e trancar as portas
de sua casa. Porem ao tentar fechar a janela do banheiro não conseguiu, pois
estava emperrada. Vendo que não conseguiria fecha-la, deixou do jeito que
estava e resolveu ir se deitar.
Como de costume seu fiel cachorrinho se deitava em baixo da cama, e ela como uma especie de ritual ou apenas pra se sentir segura estendia a mão para de baixo da cama, para ele lamber.
No meio da noite, ela acordou com o barulho de pingos que pareciam vir do banheiro, entretanto estava com muito medo de ir ver o que era. Para tentar se proteger, apenas estendeu a mão para debaixo da cama, no mesmo instante seu cachorrinho veio e lambeu-a, se sentindo mais segura voltou a durmir. Pouco tempo depois, acordou novamente por causa do barulho e novamente estendeu a mão, o cachorro novamente lambeu-a. Dado um certo tempo ela acorddou novamente e percebeu que o barulho estava frequente, porem percebeu que ja havia parado de chover, se levantou e foi ver o que estava acontecendo. Chegando ao banheiro ficou paralizada e horrorizada ao ver a cena, seu cachorro com um coste de cima a baixo no estomago, com todas as suas entranhas para fora e pingando sangue e com o sangue do mesmo escrito no espelho ”HUMANOS TAMBEM SABEM LAMBER”.
PS: Essa historia não pe minha e sim adaptada.
Como de costume seu fiel cachorrinho se deitava em baixo da cama, e ela como uma especie de ritual ou apenas pra se sentir segura estendia a mão para de baixo da cama, para ele lamber.
No meio da noite, ela acordou com o barulho de pingos que pareciam vir do banheiro, entretanto estava com muito medo de ir ver o que era. Para tentar se proteger, apenas estendeu a mão para debaixo da cama, no mesmo instante seu cachorrinho veio e lambeu-a, se sentindo mais segura voltou a durmir. Pouco tempo depois, acordou novamente por causa do barulho e novamente estendeu a mão, o cachorro novamente lambeu-a. Dado um certo tempo ela acorddou novamente e percebeu que o barulho estava frequente, porem percebeu que ja havia parado de chover, se levantou e foi ver o que estava acontecendo. Chegando ao banheiro ficou paralizada e horrorizada ao ver a cena, seu cachorro com um coste de cima a baixo no estomago, com todas as suas entranhas para fora e pingando sangue e com o sangue do mesmo escrito no espelho ”HUMANOS TAMBEM SABEM LAMBER”.
PS: Essa historia não pe minha e sim adaptada.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
O adeus nunca dito. pt2
Mesmo não querendo e quase sem forças me
levantei da cama, coloquei uma roupa qualquer, e fui pra frente de
casa, estava tão desnorteado que nem prestei atenção em minha mãe
falando comigo, fiquei la sentado esperando o rapaz vir me buscar. Em
questão de 10 minutos ele chegou, vi pela cara dele o desprezo por
mim e também a tristeza; só não entendia o por que. Subi no carro
e apaguei, quando dei por mim já havíamos chegado, estávamos na
funerária e tinha muita gente la fora chorando, eu já não tinha
mais nem lagrimas, pelo menos era o que eu achava, ao ver Fátima se
debulhando em lagrimas enquanto eu entrava na salinha apertada me fez
exitar por alguns instantes e não querer entrar, porem tinha gente
atrás de mim, agora já não tinha mais volta, eu teria que entrar e
encarar a realidade.
- Roberto? - Chamou uma voz bem triste e chorosa
atrás de mim, ao me virar e olhar percebi que era a prima de
Fernanda, Abigail.
- Oi Abi, você já entrou?
- Ainda não tive coragem. - Disse a menina com os
olhos cheios de lagrimas.
- Vou entrar agora, ainda não estou acreditando.
Não sei por que sinto que a culpa é minha.
- Sua? Por que acha isso? - Ela me olhou como se
eu já soubesse de algo já que não estava chorando.
- Depois te conto agora vou entrar la.
- Ta bom. - Retrucou ela enxugando as lagrimas que
percorriam-lhe o rosto.
Entrei na saleta pequena e me dirigi ao centro,
onde estava o caixão. Ao chegar la não tive reação, fiquei
estagnado olhando, totalmente imóvel e paralisado, realmente era
minha fefe la deitada dentro do caixão. Senti lagrimas me escorrendo
do rosto, porem eu não demonstrava nenhum reação além de espanto.
Em um esforço sobre-humano tentei caminhar para chegar mais perto,
tentar me despedir, mais tudo em vão, meu corpo não me obedecia
mais, havia perdido o controle total sobre os meus atos e meus
pensamentos estavam todos embaralhados e atordoados, não conseguia
raciocinar mais direito. Em um segundo eu apaguei, quando acordei
estava deitado num banco com algumas pessoas me abanando, levantei em
um susto e fui em direção do caixão, me debrucei por cima dele e
comecei a chorar e te um ataque de panico, gritava todos os meus
motivos para ela não poder ir embora, todas as nossas promessas e
tudo mais, tudo em vão, todos ficaram me olhando, muitos não me
conheciam. Fátima chegou e me abraçou por traz e eu não conseguia
para de chorar e gritar, a cada grito de dor que eu dava eu sentia
meu coração batendo mais e mais devagar, como se ele fosse
realmente parar. Finalmente vieram me tirar de la e eu não queria
sair, não queria deixá-los levá-la de mim. Mesmo sabendo que de
nada adiantaria, então eu pedi, supliquei e implorei para que me
deixassem ter somente mais alguns momentos com ela, e me deixaram. Me
ajoelhei ao lado do caixão e sussurrei o quanto eu iria sentir a sua
falta, o quanto eu estava arrependido de ter dito tudo aquilo e o
quanto eu amava ela. Senti que ao dizer todas essas coisas todos na
sala choravam mais e mais, ate quem já havia parado de chorar
começara novamente. Quando eu estava terminando e já ia lhe dizer
adeus me faltou forçar e novamente apaguei, quando acordei estava
deitado em uma maca no hospital no dia seguinte. Tive esgotamento
nervoso e não consegui me despedir da minha amada.
Horas apos acordar tive alta do hospital e fui
para casa, cheguei la fui para meu quarto me deitei e só pensava em
dormir, não queria mais nada, pelo menos em meus sonhos ela ainda
estava ao meu lado, mas ate meus sonhos estavam cruéis, não me
deixavam ficar junto dela, em todos eles ela estava la deitada no
caixão, então parei de dormir e fiquei acordado, passei mais de 72
horas seguidas acordado, sem nenhuma vontade de fazer nada, sem me
alimentar e sem falar com ninguém, apenas la sozinho com o silencio.
Chegou um certo momento que nem mesmo o silencio estava silencioso, o
silencio já estava ensurdecedor e eu sai do meu quarto, dei 3 passos
no corredor e cai tonto, sem forças, minha mão veio no mesmo
instante e me levantou, sem perguntar, sem questionar, apenas fez. Me
sentei a mesa e ela me preparou algo para comer, mesmo sem vontade
alguma eu comi, logo em seguida voltei ao meu quarto. Sem perceber
havia deixado meu celular de lado todo esse tempo, não havia olhado
para ele. Depois de algum tempo achei-o quando fui ver 27 ligações
perdidas e 17 mensagens todas da mesma pessoa, Fátima. Retornei a
ligação e quem atendeu foi Abigail., me pedindo para ir la pois
tinha uma coisa a me mostrar.
Demorei algum tempo para chegar ate a casa da
Fernanda, e no caminho fiquei pensando o que poderia ser, ao chegar
la Abigail me recebeu, porem não me olhava nos olhos direito, Fátima
me abraçou logo em seguida bem apertado como nunca havia feito
antes. Estranhei um pouco, mas com o tamanho da perda que acabara de
ter não deveria ser tão estranho assim.
- Por que me chamaram aqui? - Questionei me
sentando no sofá.
- Eu gostaria de lhe contar sobre o acidente e lhe
mostrar uma coisa. - ate então eu sabia do acidente por cima, que o
carro havia tombado e ele tinha morrido na hora, ninguém havia me
contado com detalhes.
- Ta certo, eu sei que foi um acidente de carro.
- Sim foi exatamente o que aconteceu, ela estava
voltando para casa com o carro e rodopiou na pista por volta de 2:30
da madrugada, e como o socorro demorou um pouco ela infelizmente
acabou não aguentando os ferimentos. - No mesmo momento em que ela
disse isso me lembrei da noite em que eu acordei, de alguma forma eu
sabia, só não sei como.
- Entendo. Obrigado por me contar, eu ate então
só tinha ouvido boatos. Mais você disse que tinha algo a me mostrar
não?
- Exatamente, com o corpo dela em sua mão me
entregaram o celular dela, e tem uma mensagem que ela tentou lhe
enviar porem o celular acabou a bateria. - ao terminar de disser isso
estendeu o celular um pouco chamuscado e totalmente ralado.
Ao pegar o celular abri a mensagem e nela dizia
"Meu amor eu vou morrer, mais quero que saiba que eu te amo e
vou lhe esperar do outro lado e te guardar para sempre comigo. Quero
que me veja na pd", ao ler isso novamente comecei a chorar.
Todos ficaram me olhando como se esperassem de mim uma resposta.
Todos sabiam que seu desejo era doar todos os órgãos e ser cremada,
e assim foi feito.
- Onde estão as cinzas dela? - perguntei sabendo
que Fátima não havia jogado em qualquer lugar.
- No quarto dela, por que? O que ela quis dizer
com essa mensagem? - Queria saber a mulher, mais eu não tinha como
explicar.
- Não posso dizer, mais preciso que confie em
mim.- Disse levantando e indo em direção ao quarto dela pegar as
cinzas.
- Obrigada! - Disse ela ao me ver saindo com o
frasco de cinzas em mãos.
Me lembrei na hora do lugar onde sempre fugíamos
para ficar juntos, e nos o chamamos de pd, abreviação de Ponte dos
Desejos, um lugar que nos "inventamos" era uma pequena
ponte numa área afastada da cidade onde costumávamos ir nadas e nos
divertir, tinha ate uma cachoeira, sabia que era de la que ela
falava, pois ela sempre dizia que la era o lugar especial dela, e
disse que se fosse para sumir gostaria que fosse no seu lugar
preferido. Fui ate la e levei o pote comigo. Chegando la por alguns
momento me deu uma nostalgia e de alguma forma eu sentia como se ela
estivesse ali comigo, eu não estava mais tao triste, eu sabia que
ela me amava, e me amou ate os últimos instantes, de fato eu não
consegui me despedir dela, porem como ela disse, "vou lhe
esperar do outro lado" sei que não é um adeus e sim um ate
mais.
Me sentei no chão e fechei os olhos e por alguns
instantes eu via ela la ao meu lado. Algum tempo se passou dês de
que cheguei la e começava a entardecer, então tive que fazer o que
havia vindo para fazer. Peguei o pote, subi na arvore que
costumávamos subir para descansar, tinha ate uma plataforma já, e
joguei suas cinzas e as vi se desfazendo no ar e em meio as folhas
então me sentei la e sussurrei bem baixinho "Pronto meu amor
agora seu corpo está onde sua alma sempre esteve".
Voltei para minha casa, mesmo ainda triste eu me
sentia bem, realizei seu ultimo desejo e descobri o que pra mim havia
se perdido em meio a uma culpa que não existia, o amor dela por mim.
Demorei algum tempo para me recuperar, porem me recuperei e hoje em
dia não penso tanto assim nela, porem sempre me lembro de tudo que
aprendi com ela, e sempre me retiro um dia do ano para ela, 14 de
dezembro, e pensar que se nada disse tivesse acontecido talvez dia 17
de dezembro de 2012 era para fazermos 5 anos de namoro.
A vida tem um jeito duro de nos ensinar lições.
Prontooooo cabooo :D espero que tenham gostado ^^
Quem curtiu da uma notinha aqui em baixo \/ e
também comente, pode ser em anonimo mesmo já fico muito feliz já.
Obrigado por lerem ;) próximo texto sai no fim de
semana que vem pois esse aqui já foi adiantado kkkk
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
O adeus nunca dito. pt1
.Esse texto foi baseado
em uma historia real, porem os nomes são fictícios.
Acordei assustado naquela noite, arrependido,
sentia algo ruim, porem não fazia ideia do por que,era por volta de
2:30 da madrugada, eu tentando voltar a dormir senti um estalo e ela
me veio na mente, algo havia acontecido com a minha Fernanda. No
mesmo memento tentei ligar para ela porem sem exito, acabei me
cansando e cai no sono novamente, depois de varias tentativas
fracassadas.
Na manha seguinte acordei sem deixar de pensar
naquilo, ao me levantar percebo que não tem ninguém em casa. Me
levantei olhei o celular como de costume mais não tinha nada, tentei
ligar para ela novamente mais não completava a ligação de jeito
nenhum, então frustrado resolvi ligar para a mão dela:
- Alô!
- Alô!! Quem ta falando? - Retrucou uma voz
levemente familiar, então continuei.
- É o Roberto, quem ta falando?
- Aqui é o Carlos você queria falar com quem?
- A me desculpa pensei que esse fosse o celular da
Fátima. - Disse meio decepcionado por achar que havia anotado errado
o numero.
- Sim é dela eu sou o irmão dela, ela não está
podendo atender no momento você é quem? - achei aquilo meio
estranho, pois familiares vindo visitar no meio da semana, entretanto
pela época do ano não me espantei tanto.
- Sou Roberto o namorado da Fernanda, estou
tentando ligar para ela mais não consigo ela ta por ai? - perguntei
apreensivo pois o tom de voz do cara do outro lado da linha estava
cada vez mais agressivo.
- Pera um pouco ai rapaz. - Nesse momento ouvi do
fundo do telefone um pequeno cochicho, e a seguinte frase, "
Conta pra ele ou o chama de uma vez?". Em seguida uma voz
diferente atendeu o telefone, era Fátima. atendeu com uma voz de
como se estivesse chorando.
- Alô, Roberto? - Disse a mulher com voz tremula
e chorosa.
- Oi, ta tudo bem Fátima.? - A reconheci no mesmo
momento porem senti algo diferente em sua voz.
- Na verdade não, quero que você fique calmo. -
Deu uma longa pausa e continuou. - mas a Fefe sofreu um acidente. -
Ao ouvir essas palavras meu coração disparou na mesma hora, e ela
continuou. - E ela infelizmente não resistiu aos ferimentos.
Pronto meu mundo desabou na mesma hora, comecei a
chorar e nem ouvi mais o que ela disse, eu estava sem chão, sentia
como se algo tivesse perfurado meu peito tirado meu coração só que
de um jeito que eu não senti-se nenhuma dor.
No mesmo momento havia me lembrado de nossa ultima
cena juntos, uma briga. Disse coisas horríveis pra ela,e começara a
me sentir culpado. Aquela ultima frase que eu disse não me saia da
cabeça, "Se for você não precisa mais voltar.", aquela
frase ecoava em minha mente tao alto como se estivesse sendo gritada
em meus ouvidos no mesmo momento, as lagrimas me escorriam eu estava
a ponto de surtar quando fui puxado de volta a terra pela voz vinda
do outro lado da linha.
- Roberto ela ainda não foi cremada, eu queria
que você pudesse comparecer, mais entendo se não quiser.
- Tudo bem eu irei sim. - disse totalmente em
prantos.
- Vou pedir para meu irmão ir lhe buscar. - disse
desligando o telefone.
Fiquei estagnado olhando pra parede que continha
uma foto nossa, ainda não acreditava no que estava acontecendo,
aquilo não podia ser real, era apenas um sonho ruim, eu iria fecha
os olhos e então iria acordar e tudo não teria passado apenas de um
sonho ruim. Assim o fiz, fechei os olhos e esperei, apenas alguns
segundos quando abri vi as mesmas coisas, sentia as mesmas coisas,
aquele peso no ar ainda era o mesmo. É não tinha sido um sonho, eu
realmente nunca mais poderia abraçar minha amada, talvez nunca mais
fosse amar alguém como ela na vida.
Final da parte um.
Vai ter uma segunda parte com o final tchan tchan
tchannnn kkkk enfim comentei ai em baixo o que acharam :D como disse
la em cima é uma historia verídica ^^
Ps: posso ter deixado passar alguns erros de correção então me desculpem.
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